CDS quer baixa de 10% do IRC para empresas do interior

A líder do CDS-PP insistiu esta quarta-feira numa baixa do IRC no próximo orçamento, proposta que tem o acordo da Confederação do Comercio e Serviços de Portugal (CCP), que será de 10% para as empresas do interior.

Assunção Cristas reuniu-se de manhã, com a direção da CCP, um encontro integrado numa série de contactos para preparar as propostas centristas para o OE2019, a que se seguiu um encontro com a central sindical CGTP.

No encontro, a delegação do CDS recebeu uma lista de propostas, algumas das quais, disse, coincidem com a posição dos centristas, tendo existido convergência de pontos de vista em vários aspetos.

Tal como a CCP, os centristas criticam os aumentos, por exemplo, na tributação de automóveis mais baratos, de 10% para 15%, o que "vai penalizar as empresas", dado que são esses os veículos que as empresas utilizam, por exemplo, nas suas frotas.

Uma ideia que a confederação apresentou e o CDS vai ponderar é a "majoração da despesa feita pelas empresas na formação profissional.

"Pode dar uma ajuda" para que as empresas "sintam que vale a pena e que são estimuladas a formar os seus profissionais", justificou.

O CDS vai também insistir na eliminação da sobretaxa do imposto sobre os combustíveis e "na redução do IRC para todas as empresas", que será de 10% se foram empresas localizadas no interior do país.

O partido liderado por Assunção Cristas já assumiu um voto contra o Orçamento do Estado de 2019, mas anunciou que vai apresentar propostas alternativas na discussão na especialidade, na Assembleia da República.

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