CDS quer acareação sobre motivos da demissão do general Rovisco Duarte

Centristas rejeitam argumento de que o antigo chefe do Exército se demitiu por causa da Lei de Programação Militar e não pelo caso de Tancos.

O CDS anunciou esta quarta-feira que vai requerer uma acareação sobre as razões que levaram o general Rovisco Duarte a demitir-se do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército (CEME).

A posição foi comunicada pelo deputado Telmo Correia durante a audição de Rovisco Duarte por parte da comissão parlamentar de inquérito sobre as consequências e responsabilidades políticas do furto de Tancos, ocorrida em junho de 2018 - e surgiu após o PSD ter feito o mesmo para esclarecer se houve pressões políticas do então ministro Azeredo Lopes.

Rovisco Duarte, surpreendendo todos, revelou que a sua demissão não esteve relacionada com Tancos mas com três aspetos e quando estava a seis meses de terminar o seu mandato: a discordância com a proposta de Lei de Programação Militar (LPM) aprovada pelo poder político com a sua oposição e por ser "um fator decisivo" para a modernização do ramo, a saída do ministro Azeredo Lopes com quem tinha trabalhado "em equipa" e, a meio ano de cessar funções, a sua inutilidade no cargo.

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