Catarina Martins sobre nomeação da PGR: "Não é o nome que resolve"

Líder do Bloco de Esquerda estava a ser entrevistada na RTP 3 quando foi anunciada a nomeação da nova PGR. "É preciso alguém que seja capaz e que dê garantias de autonomia"

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, foi das primeiras principais personagens do espetro político a comentar a nomeação da nova procuradora-geral da República, Lucília Gago.

Questionada sobre a notícia de última hora enquanto dava uma entrevista na RTP 3, Catarina Martins reagiu à nomeação começando por dizer, ainda sobre Joana Marques Vidal, que deixa assim o cargo depois do mandato de seis anos, que "houve coisas muito positivas e outras que ainda é preciso fazer".

Sobre Lucília Gago, a líder do BE preferiu não personalizar, referindo que "não é o nome que resolve. É preciso alguém que seja capaz e que dê garantias de autonomia". "Há ainda muito para discutir na justiça em Portugal", concluiu, não querendo abordar muito mais a questão e destacando alguns pontos que são essenciais para o Bloco de Esquerda, como o "combate à corrupção" e aos crimes económicos.

Ainda sobre o tema, Catarina Martins disse que "o debate público não foi conduzido da melhor forma".

Nos tempos mais recentes, o Bloco de Esquerda alinhou em argumentos semelhantes aos do PCP. Ou seja, recusaram sempre personalizar a escolha, destacando, ao mesmo tempo, os aspetos positivos do mandato de Joana Marques Vidal, mas também em falhas persistentes como as violações do segredo de justiça.

A 8 de setembro, no DN, Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, tinha falado no mesmo tom, escrevendo que existia "uma tentativa de partidarizar a escolha da PGR, que é perigosa para a democracia e na qual o Bloco não participará".

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