Catarina: "Ainda bem que houve força à esquerda para contrariar" o PS

Um PS maioritário de António Costa em 2015 teria significado uma vida pior para pensionistas e trabalhadores, disse líder do BE. Convenção do Bloco arranca com homenagem a militantes mortos

Um PS maioritário de António Costa em 2015 teria significado uma vida pior para pensionistas e trabalhadores, lembrou este sábado a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, na intervenção de abertura da XI Convenção bloquista. E reivindicou que "ainda bem que houve força à esquerda para contrariar" aquilo que o PS queria para congelar pensões, limitar o salário mínimo e liberalizar os despedimentos.

Num discurso que se centrou na rejeição da maioria absoluta socialista, a antecipar as eleições legislativas do próximo ano, para Catarina Martins é óbvio o que se teria passado se António Costa tivesse governado a sós, sem precisar da esquerda.

"Esta Convenção sabe mas Portugal inteiro também sabe que as medidas de recuperação de pensões e de salários vieram do Bloco e de outras vozes de esquerda e não poderiam ter vindo do outro lado. Quando o primeiro-ministro festeja as atualizações automáticas e os aumentos extraordinários das pensões reconhece a derrota do programa que levou a votos."

Na sua intervenção, a coordenadora bloquista deixou três desafios para o Governo em 2019: o primeiro, que é o de dar outro gás à legislação laboral, que se tem vindo a arrastar no Parlamento; o segundo, é a necessidade "de acabar" com as rendas da energia; e terceiro, a necessidade de reverter os atrasos na lei de bases da Saúde e "de cumprir" o Serviço Nacional de Saúde e "transportes de qualidade".

Assumindo os erros próprios, como no caso de Ricardo Robles (apenas identificado como "um nosso vereador"), Catarina Martins deixou uma certeza: "Ninguém viu este Bloco calado, nem por um dia, sobre o problema da habitação nas grandes cidades." E deixou a certeza de que os bloquistas reforçarão essa luta.

In memoriam

Foi um momento in memoriam como aqueles que assistimos nos Óscares: depois de uma abertura formal da Convenção do Bloco de Esquerda, o partido quis homenagear com um vídeo os militantes bloquistas que morreram desde a última reunião magna.

E a lista impressiona: Alípio de Freitas, António Loja Neves, Ângelo Teixeira, Helena Lopes da Silva e João Semedo - o mais longo e emocionado aplauso dos delegados e militantes do partido -, entre outros militantes, foram alguns dos nomes que passaram na pantalha.

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