Bruxelas lança frota inicial de combate aos fogos florestais

Sete aviões e seis helicópteros constituem o núcleo inicial de meios afetos à iniciativa "rescEU" para apoiar Estados membros.

Meios aéreos disponibilizados por cinco países formam o núcleo inicial da frota europeia de aviões de combate aos fogos florestais, que Bruxelas lança esta segunda-feira, informou a Comissão Europeia.

Portugal não integra o grupo de países que disponibilizou um total de 13 meios aéreos para operar este verão no âmbito da iniciativa "rescEU" e durante o chamado "período inicial de transição": Croácia (dois aviões), França (um), Itália (dois), Espanha (dois) e Suécia (seis helicópteros), adiantou a representação da Comissão Europeia em Portugal.

Portugal iniciou na última semana a segunda fase de combate a incêndios sem ter disponíveis todos os meios aéreos previstos, pois os contratos de aluguer das aeronaves em falta ainda estão em análise no Tribunal de Contas.

"Com a rescEU, dispomos de uma rede de segurança adicional em tempos de crise. Estou muito orgulhoso de ver a nossa frota europeia de combate a incêndios florestais tornar-se uma realidade este verão", afirmou o presidente da Comissão, Jean-Claude Junckers, citado no comunicado.

Essa frota, em que a Comissão "está a trabalhar" com aqueles cinco países "para acrescentar meios adicionais nas próximas semanas", vai ser complementada com a utilização do sistema europeu de satélites Copernicus - para "cartografar as emergências" resultantes dos fogos florestais - e a colocação de uma equipa de apoio especializada no Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE, sigla em inglês) permanente da UE.

Na base da iniciativa "rescEU" estiveram as "graves catástrofes naturais e de origem humana" que afetaram a Europa nos últimos anos e que, só em 2018, causaram mais de uma centena de mortos.

"Para proteger melhor os cidadãos em situação de perigo, a rescEU passa agora a reforçar a capacidade coletiva da União para prevenir, preparar e responder às catástrofes que afetam as nossas sociedades", referiu a Comissão Europeia.

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