Marcelo enviou mensagem de felicitações e Costa cumprimentou Bolsonaro em nome do governo português

O candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito este domingo presidente do Brasil

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou este domingo uma "mensagem de felicitações" ao Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, na qual se referiu aos "laços de fraternidade" bilaterais e à "significativa comunidade" portuguesa neste país.

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, lê-se que Marcelo Rebelo de Sousa "enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, na qual fez "referência aos laços de fraternidade que unem Portugal e o Brasil".

Segundo a mesma nota, o chefe de Estado fez também referência "à significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes residentes no Brasil", bem como "à cada vez mais importante comunidade brasileira" em Portugal.

Costa salienta a relação bilateral "intemporal"

Em nome do governo português, o primeiro-ministro, António Costa, cumprimentou Bolsonaro, salientando a relação bilateral "intemporal" entre os dois países, assente numa língua comum" e "fortes laços históricos".

"O Governo português cumprimenta o Presidente eleito do Brasil, país com o qual mantemos uma relação bilateral intemporal, assente numa língua comum, em fortes laços históricos, económicos e culturais, e na presença, em ambas as sociedades, de comunidades dinâmicas e plenamente integradas", refere o primeiro-ministro, depois de questionado pela agência Lusa sobre os resultados na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

Bolsonaro eleito com mais de 55% dos votos

O candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito este domingo presidente do Brasil, com 55,6% dos votos quando estavam 92,08% das secções de voto apuradas.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, que começaram a ser divulgados às 19:00 locais (22:00 em Lisboa), Fernando Haddad (PT, esquerda), conquistou 44,4% dos votos contabilizados.

A segunda volta das eleições presidenciais foi disputada entre Jair Bolsonaro, militar na reserva e deputado federal há 27 anos que passou por diversas forças políticas e este ano se filiou no PSL, e Fernando Haddad, professor universitário, do PT, que foi ministro da Educação nos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff e prefeito de São Paulo.

Jair Bolsonaro, que elogia o período de ditadura militar no Brasil e se declarou "favorável à tortura", tinha sido o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais brasileiras, no dia 7 de outubro, com cerca de 46% dos votos, e liderou sempre as sondagens contra o seu adversário Fernando Haddad na segunda volta.

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