Bloco quer acordo escrito com o PS se houver novo governo da esquerda

Catarina Martins diz que os bloquistas gostam de de ter "as coisas esctitas e claras"

A existir um novo acordo de governo à esquerda, na próxima legislatura, deve ser um acordo escrito, em nome da clareza das propostas de cada um. Quem o diz é Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, em entrevista ao Público/Renascença.

"Não é novidade para ninguém que nós, no BE, gostamos de ter as coisas escritas e claras. É óbvio. Fizemos isso em 2015 e no acordo de Lisboa. O compromisso político não é só um problema de oportunidade, de conveniência momentânea". O entendimento estabelecido em 2015 para a atual legislatura "estava escrito e é forte por isso. A clareza é a grande força desta legislatura".

Sublinhando que ainda é cedo para fazer esta discussão, a líder bloquista insiste na mesma ideia: "Quando pusemos no papel as nossas propostas, as pessoas passaram a poder confiar. Isso é legitimar a democracia. A democracia é boa quando é clara".

O Bloco de Esquerda assume, assim, uma posição diferente do PCP, que já veio dizer que dispensa um entendimento escrito. Em entrevista ao semanário Expresso, no final do ano passado, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, foi claro: "Não é preciso uma posição conjunta".

Na entrevista, Catarina Martins refere-se também à recente remodelação governamental para voltar a sublinhar a preocupação com a mudança na secretaria de Estado da Energia, onde João Galamba substituiu Jorge Seguro Sanches. "É bom que a alteração da tutela não seja para recuar no caminho feito", diz a líder bloquista, acrescentando que a "capacidade política" para levar adiante os vários "processos contra uma empresa que é tão poderosa em Portugal [a EDP] vai determinar a avaliação que se possa fazer desta mudança" no titular da secretaria de Estado.

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