BE questiona Gomes Cravinho sobre praxes violentas na Escola Naval

Bloquistas perguntam ao ministro da Defesa se conhece situação de praxes violentas na Escola Naval e se vai adotar medidas para as evitar

O BE questionou esta quinta-feira o Governo sobre se vai tomar medidas para impedir praxes violentas na Escola Naval, após após o DN noticiar queixas de pais dando conta da existência maus tratos sobre alunos do primeiro ano da instituição.

Em perguntas dirigidas ao Ministério da Defesa, o grupo parlamentar do BE perguntou se o Governo tem conhecimento da situação relatada, segundo a qual alunos são obrigados a andarem "dezenas de minutos com sacos amarrados na cabeça, estarem em tanques de água noites a fio, serem deixados nus na parada e objeto de tortura do sono, ou ainda a serem colocados sob duches de água fria a meio da noite".

A notícia foi avançada esta quinta-feira pelo DN, que revela as denúncias e também as explicações do porta-voz da Marinha, comandante Pereira da Fonseca, a explicar que "não se concluiu haver qualquer indício de práticas contrárias" às regras vigentes na Escola Naval.

Considerando que "todos os exemplos mencionados são um atentado à dignidade" e sabendo que todos os anos sucedem casos idênticos, o BE diz ser inexplicável que, "assumindo a Direção da Escola Naval que as praxes são proibidas, admite, ao mesmo tempo, [que] no início de todos os anos letivos, acabam por ocorrer casos de praxes com um caráter violento".

No documento, os deputados Luis Monteiro e João Vasconcelos lembraram ainda que "o fenómeno das praxes em Portugal tem representado, nos últimos vinte anos, algumas mortes, lesões irreversíveis e abusos físicos e psicológicos sobre quem, dentro da sua turma ou ano, é o elo mais fraco".

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