Aeronave militar avariada no Figo Maduro com ajuda para Moçambique é espanhola

Força Aérea faz comunicado a esclarecer que aeronave militar com ajuda para Moçambique que adiou partida devido a avaria não é portuguesa.

A confusão gerada nas últimas horas por um comunicado incompleto da Proteção Civil, sobre um voo militar de Lisboa para Moçambique que teve de adiar a partida devido a problemas técnicos, causou esta terça-feira grande irritação nas Forças Armadas, soube o DN.

Essa irritação tornou-se visível com o comunicado feito esta manhã pela Força Aérea, esclarecendo que a aeronave em causa "não pertence" ao ramo, como alguns órgãos de comunicação social assumiram na sequência do texto da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Segundo fontes militares, a aeronave em causa é espanhola e foi pedida sábado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) à estrutura homóloga de Espanha, a fim de enviar maioritariamente material de sustentação destinado aos militares destacados em Moçambique: viaturas ligeiras da Marinha e do Exército, material de comunicações, vacinas.

Os militares não deram informação antecipada sobre uma missão da sua responsabilidade e que iria realizar-se esta terça-feira. Mas o aparelho espanhol também iria levar algum material - água e rações de combate - para os efetivos da Proteção Civil (e da Cruz Vermelha), o que poderá explicar a iniciativa da ANPC em anunciar segunda-feira que a avaria numa roda obrigava a adiar o voo para quarta-feira.

Só que a ANPC referiu-se apenas a um avião militar - e vários órgãos de comunicação social assumiram que o aparelho seria da Força Aérea, o que justificou o esclarecimento feito esta manhã pelo ramo: "Cumpre-nos esclarecer que o avião militar que deveria ter seguido hoje para Moçambique com ajuda humanitária - e que terá sofrido uma avaria - não pertence à Força Aérea."

Nos bastidores, fontes militares ouvidas pelo DN atribuem o comunicado da ANPC a mero "protagonismo" da Proteção Civil, até porque o fez sem falar previamente com o EMGFA.

O porta-voz do EMGFA, comandante Coelho Dias, limitou-se a confirmar que não houve informação prévia da ANPC sobre o comunicado e adiantou que o A400M da Força Aérea espanhola, ao contrário do inicialmente indicado, não vai transportar ajuda humanitária de Madrid para Moçambique.

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