ADSE: ministra diz que pode recorrer a "todos os meios" para defender beneficiários

Marta Temido entende que esse cenário não se põe para já. "A perspetiva que temos é a de que será possível chegar a um acordo com os prestadores privados", não pondo em causa o processo de regularização das dívidas.

A ministra da Saúde, Marta Temido, não afastou a possibilidade de utilizar "todos os meios" ao dispor do governo para defender os beneficiários da ADSE, como já o fez "relativamente a outros temas". Sem se referir especificamente à requisição civil de enfermeiros, esta possibilidade está lá.

Para já, Marta Temido entende que esse cenário não se põe. "A perspetiva que temos é a de que será possível chegar a um acordo com os prestadores privados", garantiu aos deputados, numa interpelação suscitada pelo PCP sobre política de saúde, nesta quarta-feira à tarde, na Assembleia da República.

Segundo a ministra da Saúde, esta perspetiva "não inviabiliza, não põe em causa, nem belisca aquilo que são as regularizações [das dívidas] e o processo a elas associado". Mas também esse processo, espera a governante, não deve colocar "qualquer entrave a que novas tabelas sejam também trabalhadas e definidas e possam ser elas a nortear as relações financeiras entre a ADSE e os prestadores sociais" num futuro.

Marta Temido defendeu que, neste momento, está a procurar-se "encontrar as melhores soluções que não se desviem daquilo que é obviamente a defesa intransigente dos seus beneficiários, dos seus descontos e do seu direito de acesso", mantendo "o necessário bom senso em todo este processo".

Foi então que a ministra deixou duas garantias. "É evidente que não pactuaremos nunca com qualquer chantagem de onde quer que ela venha e é evidente que utilizaremos todos os meios que ao nosso dispor existem, como já o fizemos relativamente a outros temas, para defender os beneficiários da ADSE."

O PCP desafiou, a 19 de fevereiro, o governo a utilizar todos os "mecanismos legais da requisição de serviços" que estejam ao seu dispor para que os hospitais privados possam continuar "ao serviço das populações", socorrendo-se de um decreto-lei de um governo provisório dirigido por Vasco Gonçalves.

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