A situação "é muito grave" e "todas as opções estão em aberto"

Primeiro-ministro dramatiza questão da aprovação da contabilização do tempo de serviço dos professores. E conta que Marcelo tenha uma palavra a dizer.

O primeiro-ministro, António Costa, considera que a situação com a aprovação do diploma da contagem de tempo dos professores é "muito grave", soube o DN.

"Todas as opções estão em aberto", afirmaram ao DN fontes próximas do primeiro-ministro.

António Costa vai dramatizar esta situação até ao limite e conta com o Presidente da República para vetar o diploma aprovado esta tarde.

Em causa está a aprovação da obrigatoriedade de contabilização do tempo de serviço integral dos professores no Parlamento, por uma coligação negativa que juntou a esquerda e a direta -- só o PS votou contra.

Em sequência, António Costa chamou o "núcleo duro" de decisão do Governo para uma reunião de emergência, a decorrer na manhã desta sexta-feira em São Bento.

Na reunião estarão presentes os ministros das Finanças, Mário Centeno, do Trabalho, Vieira da Silva, da Presidência, Mariana Vieira da Silva, dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Junta-se a este "núcleo duro" o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Todos os partidos com representação parlamentar, à exceção do PS, aliaram-se esta quinta-feira para aprovar a contagem integral do tempo de serviço dos professores. Significa isto que a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias reclamados pela classe docente ficará consagrada na lei.

Legislatura em causa?

No Parlamento, o PS acusou esquerda e direita de irresponsabilidade e de pôr em causa a legislatura.

Em declarações nos corredores da Assembleia da República, Porfírio Silva, do PS, foi particularmente incisivo nas críticas aos restantes partidos. "Isto é a absoluta irresponsabilidade (...). Isto é pôr em causa todo uma legislatura de recuperação de rendimentos. (...) Temos sabido manter o rumo certo, as contas no seu sítio e avançar passo a passo de forma segura. Isto é querer destruir todo o trabalho de construção de uma legislatura. (...) A História julgará quem assim procede", disse o deputado socialista.

Com Ricardo Simões Ferreira e Lusa

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