25 Novembro. Chega desafia Marcelo a dar Ordem da Liberdade ao regimento de Comandos

André Ventura defende que isso seria um "sinal de reconciliação histórica de todos os portugueses"

O desafio foi feito pelo deputado do Chega, André Ventura, num encontro, no auditório Almeida Santos, na Assembleia da República, em Lisboa, com ex-militares dos Comandos, uma das unidades envolvidas no 25 de Novembro, para evocar o movimento militar que ditou o princípio do fim do período revolucionário, um ano após a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974.

"Sendo o mais alto magistrado da Nação", eleito diretamente por todos os portugueses, André Ventura fez um "apelo ao Presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa, para que "não hesite nem se deixe pressionar pelo preconceito" e decida fazer essa homenagem aos Comandos.

Uma homenagem, disse, que deve ser feita o "mais breve possível" e ser entregue no Regimento de Comandos na Amadora, distrito de Lisboa.

Na cerimónia, Jaime Neves, chefe militar que liderou os Comandos no 25 de Novembro, foi homenageado e aplaudido, mas não se ouviu qualquer referência a Ramalho Eanes, o estratego desse movimento, eleito Presidente da República em 1986.

No final, os presentes, mais de 60, entre eles muitos ex-militares, alguns de boina vermelha, fizeram um minuto de silêncio para homenagear os dois soldados do regimento mortos no cerco às instalações das instalações da Polícia Militar (PM) em Lisboa, ocupada pelos revoltosos, da extrema-esquerda -- também morreu um terceiro militar, da PM.

Depois do grito de "guerra" dos comandos -- "mama sume" -- foi cantado o hino de Portugal, no final de uma cerimónia que durou cerca de 40 minutos.

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