10 de Junho já começou em Portalegre. Em 2020 será na Madeira e África do Sul

Chefe de Estado referiu que a capital de distrito do Alto Alentejo recebeu as comemorações há 41 anos.

O Presidente da República afirmou hoje que há "um compromisso" assumido de que as comemorações do Dia de Portugal, em 2020, terão lugar na Região Autónoma da Madeira, havendo a possibilidade de estendê-las à África do Sul. Marcelo Rebelo de Sousa, abriu hoje, oficialmente, em Portalegre, as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com uma cerimónia de içar da bandeira nacional.

"Este 10 de Junho é cheio de vários significados, o primeiro deles o culto da pátria, o respeito e a gratidão às Forças Armadas bem testemunhadas no dia de hoje", declarou Marcelo Rebelo de Sousa no Mercado Municipal de Portalegre, antes receber os cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Lisboa no âmbito das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Tendo perto de si o presidente das comemorações do 10 de Junho deste ano, João Miguel Tavares, natural de Portalegre, o chefe de Estado sugeriu que a escolha por si feita deste jornalista traduziu um objetivo de inovação.

"Não podemos esquecer que Portugal é passado, é Camões, é presente e futuro das comunidades portuguesas e, sendo futuro, é inovação. A própria escolha do presidente da Comissão Organizadora [João Miguel Tavares] é uma demonstração desse objetivo de inovação", disse.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a escolha de Portalegre para receber as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2019 "também é simbólica, porque significa que Portugal nunca se esquece dessas realidades que são os portugais, não direi desconhecidos, mas que são minimizados, menorizados ou nem sempre presentes na vontade coletiva".

Neste ponto relativo aos territórios do interior do país, o chefe de Estado referiu que esta capital de distrito do Alto Alentejo recebeu as comemorações há 41 anos.

A oportunidade às comunidades sul-africanas

"Estar em Portalegre 41 anos depois, significa como um reavivar daquilo que foi um primeiro sinal da democracia portuguesa logo a seguir à entrada em vigor da Constituição da República Portuguesa", acrescentou.

"Para o ano, as comemorações serão na Madeira - é um compromisso já assumido. Só não foi este ano por causa das eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira [em setembro próximo]", justificou o chefe de Estado.

De acordo com o Presidente da República, em 2020, as comemorações do Dia de Portugal vão começar na Região Autónoma da Madeira "e depois, provavelmente, numa comunidade madeirense grande".

Sobre esta questão relativa ao ponto das comemorações no exterior, Marcelo Rebelo de Sousa afastou a hipótese da Venezuela.

"Eu diria, provavelmente, as comunidades sul-africanas, que há muito tempo esperam por essa oportunidade. Mas isso se definirá a seu tempo", ressalvou o chefe de Estado.

Perante os jornalistas, o chefe de Estado defendeu o caráter positivo dos resultados alcançados com o modelo de dupla celebração instituído a partir de 2016 nas comemorações do Dia de Portugal: Primeiro em território nacional e depois no estrangeiro.

Novo modelo de comemorações teve início em 2016

"Este modelo despertou o país para uma nova realidade - uma nova realidade que já era antiga. Valeu a pena comemorar o 10 de Junho, por simbólico que fosse, fora das nossas fronteiras físicas, mas dentro do nosso território espiritual", concluiu o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou neste contexto que o atual modelo de comemorações iniciou-se em 2016, tendo então sido repartido entre Lisboa e Paris.

"Começámos em França [2016], de França fomos ao Brasil [2017], do Brasil aos Estados Unidos [2018], e vamos agora a Cabo Verde. Entretanto, aumentou ainda mais a participação das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e houve uma extensão do direito de voto no sentido do recenseamento automático, alargando de forma impressionante o universo eleitoral fora das fronteiras físicas do país", apontou o Presidente da República, numa alusão a recentes mudanças legislativas operadas ao nível do sistema eleitoral.

Mas o chefe de Estado considerou ainda que, sobretudo nestes últimos anos, está a crescer a visibilidade e a importância das comunidades portuguesas junto dos cidadãos residentes em território nacional.

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