Os homens da vida da Duquesa de Alba

A Duquesa a quem os homens não resistiam casou três vezes, e até o Picasso a quis pintar nua.

Muito elogiada pela sua beleza quando era jovem, Cayetana de Alba tinha tantos pretendentes que as suas amigas lhe chamavam "a lâmpada", devido à quantidade de homens que flutuavam ao seu redor como insetos à volta de uma luz.

Na sua autobiografia, publicada em 2011, a própria Duquesa de Alba o dizia: "Os homens sempre vieram até mim. Talvez seja feio dizê-lo, mas não houve nem um homem que me tenha interessado que me tenha resistido".

O seu primeiro amor foi o jovem toureiro Pepe Luis Vázquez, mas o romance foi proibido pelo pai de Cayetana, o XVII duque de Alba, Jacobo Fitz-James Stuart e Falcó.

Em vez disso, o duque escolheu para a filha o advogado Luís Martínez de Irujo y Artázcoz, filho dos duques de Sotomayor. O casamento foi em 1947 na catedral de Sevilha, e custou 20 milhões de pesetas (atualmente perto de 120 mil euros, muito dinheiro para a época).

Cayetana tinha 21 anos quando casou, e teve com o duque consorte os seus seis filhos, ao longo dos 20 anos que se seguiram.

Foi durante o seu casamento com Luís Martínez de Irujo que recebeu um convite inusitado de Picasso. O pintor queria fazer homenagem ao quadro La maja desnuda, de Goya, que mostra nua a tetravó de Cayetana de Alba. O marido, porém, não quis que a duquesa posasse nua para Picasso, e o projeto foi abandonado.

Aos 46 anos, porém, Cayetana de Alba deu por si viúva. Luís Martínez de Irujo morreu de leucemia em 1972, e a duquesa recorda, citada pelo El Mundo:"A morte do meu marido mergulhou-me numa grande tristeza. Acreditei que nunca voltaria a casar-me".

O segundo casamento: um ex-sacerdote filósofo

Quando Jesús Aguirre e Cayetana de Alba se conheceram, em casa dos Duques de Arión, não gostaram um do outro. Mais tarde, ele explicaria que ela era "bonita, mas insuportável" e ela diria dele que "parecia papel mata-borrão".

A verdade é que pouco depois, os dois casavam, em 1978, no Palácio de Líria. Mas Jesús Aguirre não era a escolha óbvia para uma duquesa. Filho de mãe solteira, não tinha nenhum título, e tinha sido sacerdote progressista e estudante de filosofia, doutorado em teologia com o futuro papa Bento XVI como professor.

O casamento durou 23 anos, durante os quais Jesús Aguirre foi uma presença estável na vida da duquesa e dos filhos dela, enquanto estes passavam por processos de divórcio e casamento. Aguirre dedicou grande parte do seu tempo a organizar o grande arquivo dos Alba.

Foi-lhe diagnosticado um carcinoma da faringe, que lhe causaria a morte a 11 de maio de 2001. Nesse dia, Cayetana estava ausente para entregar um prémio, e não pôde despedir-se do marido, ficando enviuvada pela segunda vez.

Aos 80 anos, novo romance proibido

Em 2008, Cayetana de Alba começava uma nova paixão, à porta de um cinema. Reencontrou o antigo conhecido Alfonso Díez Carabantes, funcionário público nos seus cinquentas.

Começaram uma relação que causaria o espanto dos média espanhóis e a desaprovação dos filhos, que pressionaram a Duquesa para deixar Alfonso. Mas Cayetana de Alba não deixou que a proibissem de estar com quem queria, como tinha acontecido aos seus 20 anos. Os dois casaram em 2010, apesar da desconfiança de todos os filhos da Duquesa.

Mais tarde, o último duque consorte de Alba dizia ao El Mundo: "Na minha idade, ninguém se casa por dinheiro".

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