O Pretty Woman original era "uma história horrível"

Vivian era drogada, Edward traía a namorada, e ambos eram grosseiros e mal-humorados. Mas a diferença mais flagrante é o final do filme.

O guião original de Pretty Woman não era uma história de amor. Antes, segundo o TCM, o filme original fazia da prostituta Vivian (Julia Roberts) uma drogada mal-humorada, e o cliente rico Edward (Richard Gere) voltava para Nova Iorque sem se apaixonar, atirando o pagamento para a sarjeta.

Na versão original do guião, o personagem de Richard Gere não subia a escada de emergência de Julia Roberts para fazer uma declaração de amor, e os dois não se beijavam com a música a aumentar de volume. Em vez disso, garante Julia Roberts, tratava-se de "uma história horrível, terrível, muito negra e deprimente, sobre duas pessoas horríveis".

As diferenças começam nas personagens. No Pretty Woman que todos conhecem, Julia Roberts interpreta uma prostituta com um coração de ouro. A personagem do argumento original era bem diferente. "A minha personagem era uma prostituta drogada, mal-humorada, grosseira, e mal-educada", garante a atriz. E Richard Gere não teria tido mais sorte, pois o Edward original estaria cheio dos mesmos defeitos.

Até o título do filme era diferente: chamava-se 3000, em honra dos 3000 dólares em honorários que Edward pagava a Vivian para a contratar por uma semana - soma que era originalmente de 2000, mas subiu para 3000 quando a prostituta se comprometeu a não fumar crack.

A diferença mais flagrante, porém, está no final do filme. Embora Vivian se apaixone por Edward, ele acaba a voltar para a sua namorada em Nova Iorque (personagem que seria retirada da versão final do guião) e a atirar o pagamento de 3000 dólares para a sarjeta.

O realizador do filme estava mesmo relutante em mudar o final do filme. Garry Marshall tinha medo que, sendo o guião tão respeitado quanto era em Hollywood, e tendo sido muito disputado, ser acusado de o ter tornado "foleiro".

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