"Querias abortar de mim e sou eu que sustento a casa"

CR7 não pode estar presente no lançamento do livro da mãe, mas Dolores Aveiro garante que o filho sabia de todo o conteúdo de Mãe Coragem. Até a parte em que ela quis abortar de CR7

"Os meus filhos apoiaram-me muito no livro. O Cristiano Ronaldo também sabia de tudo e brincou com a parte em que eu falo do aborto e até disse: 'Vê lá tu, mãe, querias abortar de mim e sou eu que sustento esta casa toda", disse Dona Dolores a rir-se, na apresentação do livro Mãe Coragem, no Hotel Pestana Palace.

Kátia Aveiro, que foi das primeiras a chegar, sublinhou que sente muito orgulho na mãe e explicou a ausência de Ronaldo. "Ele não está porque foi para a China fazer um trabalho de publicidade. Vai lá ficar dois ou três dias e a seguir vai para os Estados Unidos para a pré-época do Real Madrid", conta a cantora.

Tony Carreira, que veio de propósito de Paris, apareceu de surpresa e fez questão de chegar a tempo de dar um abraço a Dolores Aveiro. "É uma grande amiga de quem eu gosto muito e admiro imenso", frisa o cantor.

Na primeira fila estava Cristiano Ronaldo Junior que esteve sempre atento ao que a avó fazia, acenando-lhe com a mão e sorrindo-lhe. Assim que terminou a apresentação, correu para os seu braços.

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Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.