Patrícia Tavares acusa justiça de não a proteger

A atriz foi ao 'Você na TV', TVI, para falar sobre o homem que a perseguiu durante um ano e meio. Emocionada, criticou o facto de o tribunal não lhe ter imposto uma ordem de restrição.

"Ele mandou-me mensagens ordinárias, mensagens de todo o carácter, de experiências sexuais que tinha com outras pessoas, mensagens a dizer o que me queria fazer, a dizer que adora a minha filha e que a minha filha o adora... Eu cheguei a por a minha sanidade mental em questão", confessou Patrícia Tavares a Manuel Luís Goucha e a Cristina Ferreira, à beira das lágrimas.

"Ele diz que nós demos um encontrão em 1999 no Armazém F [Chiado] e que ficámos apaixonados. Eu é que não me lembro. E diz que foi ver-me ao teatro e que eu olhei para ele enquanto estava a representar e que num olhar lhe disse tudo. Nunca percebi bem o que é que ele queria mas pelos vistos queria casar comigo, tinha uma fixação qualquer", reconheceu a atriz.

O arguido é Nuno Simões, de 38 anos, que recentemente foi condenado pelo Tribunal de Loures a pagar uma multa de 2750 euros e uma indemnização de 7000 euros. Pelo facto de ele não ter sido impedido de chegar perto de si e da sua filha, Carolina, de 11 anos, Patrícia Tavares admite não se sentir plenamente segura. " Eu fui privada da minha liberdade e sinto que posso continuar a ser. A justiça que me devia proteger não o fez", lamentou à dupla das manhã da TVI.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.