Morte de Joan Rivers vai permanecer um mistério

A filha da comediante pediu para que não fosse realizada a autópsia. As autoridades têm que respeitar esta vontade já que não há suspeita de crime.

O site TMZ avançou que o alegado resultado da autópsia a Joan Rivers, que morreu dia 4 de setembro, divulgado na passada semana não corresponde à verdade. O Hollywood Report publicou que a equipa de médicos legistas haviam concluído que a apresentadora e comediante morrera devido à falta de oxigénio no cérebro decorrente de complicações durante a cirurgia a que foi sujeita às cordas vocais.

Agora, o site TMZ vem esclarecer que é na declaração de óbito de Joan Rivers que está inscrita a "privação de oxigénio seguida de dano cerebral irreversível" e não como resultado de uma autópsia.

Sem a autópsia não se poderá apurar se a paragem respiratória foi decorrente de um erro médico durante a cirurgia. Contudo, Melissa Rivers, filha de Joan, não deu autorização para que o corpo da mãe fosse autopsiado, vontade que foi respeitada já que as autorizadades só poderão ir contra a vontade da família em caso de suspeita de crime.

Contudo, a equipa médica que assistiu Joan Rivers está a ser alvo de uma investigação que pretende determinar se existiu alguma falha durante os procedimentos clínicos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)