Morte de Joan Rivers vai permanecer um mistério

A filha da comediante pediu para que não fosse realizada a autópsia. As autoridades têm que respeitar esta vontade já que não há suspeita de crime.

O site TMZ avançou que o alegado resultado da autópsia a Joan Rivers, que morreu dia 4 de setembro, divulgado na passada semana não corresponde à verdade. O Hollywood Report publicou que a equipa de médicos legistas haviam concluído que a apresentadora e comediante morrera devido à falta de oxigénio no cérebro decorrente de complicações durante a cirurgia a que foi sujeita às cordas vocais.

Agora, o site TMZ vem esclarecer que é na declaração de óbito de Joan Rivers que está inscrita a "privação de oxigénio seguida de dano cerebral irreversível" e não como resultado de uma autópsia.

Sem a autópsia não se poderá apurar se a paragem respiratória foi decorrente de um erro médico durante a cirurgia. Contudo, Melissa Rivers, filha de Joan, não deu autorização para que o corpo da mãe fosse autopsiado, vontade que foi respeitada já que as autorizadades só poderão ir contra a vontade da família em caso de suspeita de crime.

Contudo, a equipa médica que assistiu Joan Rivers está a ser alvo de uma investigação que pretende determinar se existiu alguma falha durante os procedimentos clínicos.

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