Miss Venezuela de 2004 assassinada em tiroteio

Mónica Spear Moot, 29 anos, e o marido, o irlandês Thomas Berry, 39, foram encontrados mortos dentro do carro numa autoestrada no centro da Venezuela. A filha de ambos de 5 anos foi poupada pelos assassinos.

Segundo informou o Ministério Público venezuelano, os corpos "foram encontrados no dia 6 de janeiro no interior do carro onde se deslocavam". A mesma fonte especificou que a filha do casal está num centro de acolhimento "onde recebeu tratamento médico e permanece em situação estável".

Ao que a imprensa apurou e divulgou o casal encontrava-se parado numa autoestrada do estado de Carabobo (no centro do país) à espera de assistência devido a uma avaria no carro e terão resistido a um assalto levado por um grupo de delinquentes.

Mónica Spear Mootz vivia com a família nos Estados Unidos onde tinha uma carreira de atriz e modelo, profissões que abraçou após ter sido eleita em 2004 como a mais bela de venezuela, título que lhe garantiu a presença no concurso Miss Universo de 2005, em Banguecoque, onde foi uma das finalistas.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?