Irmãs de CR7 acusadas de falsificação de roupa

O gerente da loja CR7 que abriu há cinco meses em Esch-sur-Alzette, no Luxemburgo, avançou para tribunal com uma queixa contra as irmãs de Cristiano Ronaldo.

Albano Maris disse à agência Lusa que a marca, gerida por Elma e Kátia Aveiro, punha à disposição as coleções primavera/verão e outono/inverno e que a loja pretendia uma coleção baseada em artigos de criança, porque "os miúdos dos quatro aos 12 anos são os maiores admiradores do jogador". "Tudo isso falhou. Não houve colaboração, as coleções que foram prometidas vieram com muito atraso e impingiram-me todos os artigos que tinham supostamente na loja em Lisboa que fechou", lamentou o gerente, que apresentou queixa por falsificação de roupa e incumprimentos no contrato na polícia luxemburguesa, avançou também com um processo judicial no mesmo país e promete apresentar queixa em Portugal.

"Quando abri a primeira caixa, tinha um cheiro característico e fiquei logo desiludido. Quando abri as caixas seguintes comecei a verificar que era roupa de muito baixa qualidade, a maior parte proveniente da China, com a agravante de que havia produtos em que a etiqueta da marca CR7 estava colocada em cima de outras marcas que estavam visíveis", contou ainda Albano Maris, garantindo ainda que teve prejuízos de um milhão de euros porque foi "obrigado a pagar adiantado" a coleção e que "nem teve hipótese de escolher", porque não teve acesso a um catálogo, nem a uma lista de preços.

Albano Maris afirmou também que as reclamações que fez cairam em saco roto, até porque a correspondência que enviou "para a morada que existe no contrato de franchising" "foi devolvida". "Essa direção não existe. Cada vez que fazia uma reclamação por escrito ou por telefone não havia sequência nenhuma. Depois havia uma descentralização enorme a nível de organização e comunicação. Uma vez era a prima da Madeira, outra vez era a prima do Algarve, entre outros contactos", acrescentou.

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