Irmã de Ronaldo furiosa com críticas de Paula Bobone

A especialista de etiqueta sugeriu em direto num programa de televisão que a mãe de Cristiano Ronaldo devia aprender "a falar bem português". Kátia Aveiro, irmã do futebolista, reagiu na sua página do Facebook e não poupou críticas a Bobone.

Depois de a atriz Maria Vieira ter utilizado a rede social para criticar Dolores Aveiro, no seguimento da publicação da sua biografia Mãe Coragem, agora é Paula Bobone a condenar a forma de falar da madeirense e a sugerir-lhe que faça "terapia da fala".

Convidada do programa Você na TV, da TVI, na sexta-feira, onde um dos assuntos foi precisamente as "farpas" lançadas por Maria Vieira à mãe do futebolista, a especialista em etiqueta começou por afirmar: "Esta senhora está a tentar reciclar a imagem e vê-se uma evolução apreciável, parabéns ao assessor de imagem. Deem-lhe terapia da fala para ela ser uma verdadeira lady. Se quer recauchutar a imagem, comece pelo princípio. Para mim, a cultura vai à frente da imagem".

Kátia Aveiro, irmã mais nova de CR7, não ficou indiferente às críticas e respondeu à letra na rede social. "Minha feia e horrorosa senhora Paula Bobone... A minha mãe não tem formação académica, não sabe falar línguas e o seu português não é o mais perfeito, mas já deu aulas de sobrevivência a muita gente (...) e tem uma classe natural de nascença".

A filha de Dolores Aveiro sublinhou ainda que a mãe é uma "avó, filha e irmã amada" e rematou: "E isso não tem preço, nem sei se existe colégio conceituado no mundo que dê esse tipo de valores a alguém. E quanto as suas palavras, meta-as no lugar onde lhe sai as fezes. (...) Espero que alguém da sua família, a gostar de si de verdade, lhe clarifique o quão ridícula você é".

Confrontada com a resposta de Kátia Aveiro pelo DN, Paula Bobone escusou-se a saber o conteúdo das declarações e a participar em "polémicas de meia-tigela". "Eu não ataquei a mãe dela, falei foi numa realidade gravíssima", disse. E, dirigindo-se a Kátia Aveiro, ressalvou: "Espero ela saiba ler as minhas palavras como uma sugestão de valorização pessoal da sua mãe e da família, que é uma família importantíssima em Portugal".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.