Glenn Close revela que cresceu numa seita religiosa

A atriz contou que entre os 7 e os 22 anos viveu sob a influência dos desígnios de um grupo reliogioso radical: "Basicamente não nos permitiam fazer nada".

A atriz Glenn Close contou, em entrevista ao Hollywood Reporter, que quando tinha 7 anos o pai, um médico formado em Havard, decidiu juntar-se ao Moral Re-Armament (MRA), fundado em 1930 e que pregada os "quatro aboslutos: honestidade, pureza, altruísmo e amor". Contudo, estes princípios mascaravam regras rigidos de comportamento baseados no controlo da vida dos que nela estavam inscritos.

"Basicamente não nos permitiam fazer nada, ou faziam sentir-te culpado por qualquer desejo anti natural. Se só falavas com alguém que te diz como viver e como deves sentir, desde que tens 7 anos até aos 22, isso deixa-te marcas profundas".

A atriz, que já consquistou 11 vezes o Globo de Ouro e foi noemada seis vezes para o Óscar de melhor atriz, sustenta que as marcas desta vivência foram profundas e que lhe custaram muitos anos de terapia.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.