"Foi a pior coisa que disse na vida", confessou Galliano

O estilista falou pela primeira vez sobre os comentários racistas que proferiu, há dois anos, num bar em Paris e que lhe valeram o despedimento da casa Dior e um processo em tribunal.

John Galliano, 52 anos, abriu o coração à revista Vanity Fair. "Foi a pior coisa que disse na vida, eu não quis dizer aquilo... Agora percebo que estava com tanta raiva e descontente comigo mesmo que acabei por dizer a coisa mais maldosa que poderia ter dito", confessou Galliano que fez questão de garantir que era a primeira entrevista que dava sóbrio nos últimos dois anos.

O estilista viveu vários anos com problemas de dependência de álcool e drogas, tendo sido internado numa clínica no Arizona, nos Estados Unidos, logo após o escândalo no bar parisiense.

"Tinha tremores e ficava dias sem dormir. Ia acabar num manicómio ou com sete palmos de terra em cima", disse. "Pode parecer bizarro, mas estou agradecido por tudo que aconteceu. Eu aprendi mais sobre mim mesmo. Redescobri o menino criativo que costumava ser. Estou vivo", vincou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.

Premium

João Taborda da Gama

Por que não votam os açorianos?

Nesta semana, os portugueses, a ciência política em geral, e até o mundo no global, foram presenteados com duas ideias revolucionárias. A primeira, da lavra de Rui Rio, foi a de que o número de deputados do Parlamento fosse móvel tendo em conta os votos brancos e nulos. Mais brancos e nulos, menos deputados, uma versão estica-encolhe do método de Hondt. É a mesma ideia dos lugares vazios para brancos e nulos, que alguns populistas defendem para a abstenção. Mas são lugares vazios na mesma, medida em que, vingando a ideia, havia menos pessoas na sala, a não ser que se fizesse no hemiciclo o que se está a fazer com as cadeiras dos comboios da ponte, ou então que nestes anos com mais brancos e nulos, portanto menos deputados, se passasse a reunir na sala do Senado, que é mais pequenina, mais maneirinha. A ideia é absurda. Mas a esquerda não quis ficar para trás neste concurso de ideias eleitorais e, pela voz do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, chega-nos a ideia de incentivar votos com dinheiro.