Elton John diz que Jesus apoiaria casamento gay

A alguns meses de trocar alianças com o cineasta David Furnish, o músico confessou acreditar na aprovação de Jesus Cristo e elogiou a "humanidade" do Papa Francisco.

"Se Jesus Cristo fosse vivo, não acredito que, enquanto cristão e pessoa maravilhosa que ele era, diria que isto [casamento homossexual] não poderia acontecer. Ele acreditava no amor, na compaixão, no perdão, na tentativa de juntar as pessoas e é assim que a igreja deveria ser", defendeu Elton John, em entrevista ao canal norte-americano Sky News.

Sobre o atual estado da religião, o cantor, de 67 anos, limitou-se a elogiar o trabalho do Papa Francisco. "Ele entusiasma-me imenso com a sua humanidade. Ele resume tudo à humildade e à fé", sublinhou.

Ainda no que toca à aceitação da união homossexual, Elton John revelou querer conversar com presidente russo Vladimir Putin para que ele "enterre de vez" a sua campanha contra os direitos dos homossexuais. "Vou à Rússia em novembro e vou tentar falar com ele. É necessário construir uma ponte. A única forma de resolver conflitos é conversar", explicou.

O músico e o cineasta David Furnish estão juntos há 21 anos, mantendo uma união civil desde 2005. Têm dois filhos, Zachary, 3 anos, e Elijah, 1 ano, fruto da mesma barriga de aluguer. O casamento religioso está previsto para o próximo ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.