Contrato impede que treinador se apaixone por Sharapova

Dieter Kindlmann é responsável por acompanhar a tenista nos seus torneios pelo mundo. Para aceitar o desafio teve de assinar um contrato com uma condição: não pode ter relações sexuais com a russa.

Deve resistir aos encantos da atual número dois do ranking WTA e não deve "distrair" a sua companheira dos treinos, nem durante as horas que passa com ela a viajar por todo o mundo. Foram estas as principais regras contratuais impostas a Dieter Kindlmann pela equipa que gere a carreira de Maria Sharapova.

Companheiro de treinos da russa, o ex-tenista está proibido de se aproximar e ter relações sexuais com Sharapova, devendo manter a sua relação com a jovem de 26 anos apenas profissional.

E apesar de, até agora, a sua tarefa ter sido bem sucedida, o antigo tenista, de 30 anos, afirma que nem sempre é fácil manter a distância."Tive de assinar o contrato, entre outras coisas. Esta não é uma tarefa fácil, não importa onde Maria está, todos os olhos estão voltados para ela. Mas isso [assédio], nunca aconteceu", revelou à publicação alemã, acrescentanto que a tenista "está muito feliz com o namorado [o tenista búlgaro Grigor Dimitrov]" e que este não "tem ciúmes".

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.