ModaLisboa arranca sexta-feira no Pátio da Galé

Os desfiles da 43.ª edição da ModaLisboa, onde serão apresentadas coleções para a primavera do próximo ano, decorrem entre sexta-feira e domingo no Pátio da Galé sob o tema 'Legacy', mas na quinta-feira já há conferências.

Ao todo, durante três dias, serão apresentadas as coleções de 13 designers de moda portugueses, dois estrangeiros (um francês e um polaco), uma marca brasileira e de 12 jovens (quatro deles em duplas), estes no âmbito da plataforma Sangue Novo, mostra de novos talentos.

No calendário da iniciativa para esta edição destaca-se a estreia na ModaLisboa de Carlos Gil, criador do Fundão que, desde 2006, é responsável pelo guarda-roupa da mulher do Presidente da República, Maria Cavaco Silva.

Na quinta-feira já há 'Fast Talks', conferências rápidas sobre moda, design, empreendedorismo e inovação, pelas 18:00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Sob o tema "Legacy" ("Legado"), os desfiles arrancam na sexta-feira, pelas 18:00, no Pátio da Galé, com a plataforma Sangue Novo.

Num desfile coletivo, 12 jovens designers de moda, oito em nome individual (Olga Noronha, Catarina Oliveira, Inês Duvale, Juliana Cunha, Nair Xavier, Cristina Real, Andrea Lazzari e Joaquim Correia) e quatro em dupla (Banda, de Aloísio Rodrigues e Tiago Loureiro, e Rua 148, de Elisa Boto e Francisca Veiga) vão apresentar as suas criações.

Na sexta-feira são ainda apresentadas as coleções de Alexandra Moura e Ricardo Preto, esta última nos Paços do Concelho.

Para sábado estão marcados os desfiles dos convidados desta edição, o francês Christophe Sauvat e o polaco Michal Szulc, da marca brasileira Cia. Marítima e dos portugueses Ricardo Andrez, Filipe Faísca, Luís Carvalho, Carlos Gil e Miguel Vieira (coleção de homem).

No domingo, são apresentadas as coleções de Dino Alves, Pedro Pedro, Valentim Quaresma, Saymyname, Kolovrat, Miguel Vieira (mulher) e Nuno Gama.

Os desfiles são acessíveis apenas por convite, mas a ModaLisboa tem iniciativas abertas à população em geral: as 'Fast Talks', a exposição de fotografia 'Workstation' e o 'Wonder Room', uma 'pop-up store' que reúne uma seleção de marcas de design portuguesas.

Nos Paços do Concelho, a partir das 21:30 de sexta-feira, é possível visitar-se a 'WorkStation', que irá sendo construída enquanto decorre a ModaLisboa, com trabalhos de Arlindo Camacho, Carla Pires, Pedro Duarte Jorge e Ricardo Santos.

Também nos Paços do Concelho, mas na Sala do Arquivo, entre as 16:00 e as 21:00 de sexta-feira e entre as 15:00 e as 21:00 de sábado e de domingo, estará aberto ao público o 'Wonder Room', com quinze pontos de exposição e venda, que incluem três dos jovens do Sangue Novo: Catarina Oliveira, Cristina Real e Nair Xavier.

Esta edição da ModaLisboa volta a contar com o apoio da Câmara, que, além da cedência de espaços, contribui com uma verba.

A 30 de janeiro foi aprovado um novo protocolo de cooperação entre a Câmara e a Associação ModaLisboa, que prevê a realização de seis edições (duas em 2013, duas em 2014 e duas em 2015).

O financiamento da autarquia a esta edição, tal como na anterior, é de 317.500 euros.

A 43.ª edição fica também marcada pela ausência dos criadores Nuno Baltazar, Luís Buchinho e Aleksandar Protic, presenças habituais na ModaLisboa.

Nuno Baltazar disse à Lusa que não irá apresentar coleção na ModaLisboa por questões de agenda, mas que o fará mais tarde, no Porto, e Luís Buchinho afirmou que "em termos de agenda é impossível" apresentar coleção nesta edição.

De acordo com a Associação ModaLisboa, nesta estação "Aleksandar Protic não apresenta coleção em desfile".

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.