Irina Shayk, a nova musa da L'Oréal Paris

A manequim russa soma mais um contrato milionário ao tornar-se embaixadora desta marca francesa

Mesmo depois do fim do namoro com Cristiano Ronaldo, a carreira de Irina Shayk continua de vento em popa. A marca francesa de cosméticos L'Oréal anunciou que a manequim russa é a sua nova embaixadora. "A Irina e eu conhecemo-nos há mais de 8 anos. Ela é uma supermulher irresístivel que exala glamour e eleva a definição de beleza a outro nível", justificou Cyril Chapuy, presidente global da L'Oréal Paris.

A responsável prosseguiu com os elogios à agora namorada de Bradley Cooper. "Desde os designers de moda aos milhões de fãs e seguidores das redes sociais, ela [Irina Shayk] fascina-nos a todos com a sua beleza, mas também com o seu sentido genuíno de humanidade e generosidade. Eu e a equipa de L"Oréal Paris estamos emocionados por tê-la como novo membro da família lorealista!", acrescentou.

A manequim russa também fez saber através das redes sociais que se sente "entusiasmada" e "honrada" por agora pertencer à família da marca francesa de cosméticos.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...