Zé Pedro emocionado no regresso aos palcos

O guitarrista dos Xutos & Pontapés regressou aos palcos na noite de quinta-feira no Festival Optimus Alive, em Algés. O músico, que se submeteu a um transplante do fígado emocionou-se nos agradecimentos.

"É muito bom estar a voltar aqui e ser recebido desta maneira", começou. "Estava com saudades", admitiu Zé Pedro.

Todos os fãs, família e amigos foram referidos, mas Zé Pedro emocionou-se quando se referiu a Cristina Avides. "À minha noiva, que esteve sempre ao meu lado, a torcer por mim e é fantástico regressar", disse, para logo agradecer a Tozé, que o substituiu durante o período de convalescença.

Não se esqueceu de Angélico Vieira, que morreu recentemente num acidente de viação, e o primeiro vocalista da banda, mas, já hoje, lembrou-se que havia alguém que não referiu.

Por isso, já hoje, sexta-feira, enviou um comunicado enviado às redacções.

"Foi um momento de grande calor e apoio por parte de todos os presentes que jamais poderei esquecer. No entanto, no meio de tanta emoção faltou-me agradecer aos principais responsáveis pelo meu regresso, o pessoal do Hospital Curry Cabral. Sendo assim quero publicamente deixar o meu mais sincero agradecimento ao Dr. Eduardo Barroso e sua equipa, aos cirurgiões que me operaram e a todo o pessoal do Hospital desde enfermeiras a auxiliares. Seria impossível ter sido mais bem tratado", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.