Uma despedida à medida dos anos 70

Após dois anos e meio de gravações, a produção de 'Conta-me como Foi' brindou elenco e técnicos com música de António Calvário e outros

Isabel Wolmar em palco para apresentar António Calvário numa festa de bairro. E estamos em 2009? Sim, numa festa pensada para celebrar os anos 70, época em que se desenrola a trama da série Conta-me como Foi. As gravações terminaram na madrugada de quarta-feira, cerca de dois anos e meio depois de terem começado.

Na hora de fazer o balanço, o administrador da produtora SP Televisão Jorge Marecos tinha uma certeza: "Fizemos história ao lado da história. A série teve um grande impacto no público. Falar-se-á sempre do Conta-me e faço votos para que não acabe."

A primeira cena gravada passava-se em 1968, com Salazar no poder, a última é no dia 25 de Abril de 1974. Para os actores mais novos também mudou tudo. Faltava um semestre para Rita Brutt (Isabel na ficção) terminar o curso quando entrou na série. "Saí do Conservatório, emancipei-me, cresci, tornei-me independente, passei a viver disto. Estes actores mais velhos e o projecto foram uma escola", conta a actriz, de 26 anos. Acrescenta que está em ensaios no S. Luiz na peça Seis Personagens para Um Autor, encenada pelo Jorge Silva Melo. "A seguir vou fazer outra peça com ele", conta.

E Fernando Pires, que interpreta o papel de Toni, já nem pensava em ser actor quando soube do casting para a série. "Só fui porque me disseram que era com o Miguel Guilherme", recorda. Agora, com 24 anos, quer acabar o curso de Marketing e Publicidade e fazer teatro.

Sem nada para fazer, Luís Ganito, o Carlitos, de 12 anos, era mais "preocupado": "Vou ter de me habituar a este ritmo."

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