Taylor Swift é "uma Barbie Nazi irritante", diz célebre pensadora feminista

Camille Paglia acusou a cantora de 25 anos de ser elitista, e de a relembrar "das louras fascistas" da sua juventude

Uma célebre pensadora feminista está a receber atenção esta sexta-feira por ter acusado a cantora Taylor Swift de ser elitista, ridícula, e de ser uma "Barbie Nazi irritante". Num artigo de opinião na revista The Hollywood Reporter, a controversa autora Camille Paglia afirma que o hábito de Swift de se rodear de outras mulheres famosas, a quem se refere como o seu "girl squad", ou "equipa de meninas", é na verdade redutor para o feminismo.

Camille Paglia, de 68 anos, está habituada a exprimir opiniões polémicas e já foi referida por algumas pessoas como "a feminista antifeminista". No seu artigo, Paglia argumenta que as mulheres de que Swift se rodeia são "adereços de performance".

Ao longo da sua digressão para promover o novo álbum 1989, Taylor Swift, de 25 anos, chamava ao palco um grupo diferente de personalidades todas as noites, incluindo as suas colaboradoras mais próximas como Cara Delevingne, Karlie Kloss ou Lena Dunham, mas também outras mulheres famosas, de Julia Roberts a Selena Gomez, Alanis Morisette, e mesmo Lisa Kudrow, a interpretar a personagem Phoebe da série Friends.

Taylor Swift também tocou com vários homens, como Beck, Justin Timberlake e Mick Jagger. Camille Paglia foca-se, porém, no "girl squad" da cantora, que considera elitista. "É um flashback assustador para as louras fascistas que dominavam o mundo social da minha juventude", diz Camille Paglia.

"Swift deveria abandonar este hábito de Barbie Nazi irritante de trazer as amigas e celebridades para o palco como se fossem adereços de performance", escreveu Camille Paglia. A autora apelou às mulheres da esfera pública em geral para procurarem defender-se, visto que o fenómeno "girl squad", considerou, é resultado do escrutínio intenso dos paparazzi e da vulnerabilidade que as jovens mulheres sentem, "intensificada pela hipersexualização das nossas modas de mostrar a pele".

Camille Paglia escreveu o livro Sexual Personae em 1990, considerado um livro icónico na área do feminismo. A pensadora é, no entanto, controversa, não poupando críticas a personalidades de todas as esferas.

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