Serena Williams: "Às vezes penso que não consigo ser mãe"

A tenista é a capa da Vogue e surge com a filha, Alexis Olympia, de 4 meses

A tenista Serena Williams é a capa do mês de fevereiro da Vogue norte-americana acompanhada da filha Alexis Olympia Ohanian Jr., que, com apenas 4 meses de vida, é a pessoa mais nova a aparecer na capa da publicação.

Na entrevista, Serena conta pormenores sobre a vida de casada, mas também sobre a experiência de ser mãe pela primeira vez e dos seus planos para a carreira.

A tenista revelou as dificuldades porque tem passado, como o facto de Alexis Olympia ter nascido de uma cesariana de emergência, um procedimento que fez com que a atleta tivesse coágulos sanguíneos na garganta. Serena Williams foi operada e depois foi obrigada a ficar na cama durante as seis primeiras semanas de vida da filha.

"Às vezes fico muito para baixo e penso que não consigo ser mãe", revela. "Por vezes tenho essa atitude negativa, acho que faz parte de quem eu sou. Ninguém fala sobre os piores momentos. Fico zangada com o choro, depois fico triste por estar zangada, e culpada por estar triste, já que tenho um lindo bebé. As emoções são insanas", confessou Williams.

A atleta ficou radiante por surgir na capa da Vogue com a filha e partilhou a imagem na sua página de Instagram.

A tenista ainda não voltou a competir oficialmente, mas já tem novas metas. Com 23 títulos de Grand Slam, o seu grande objetivo agora é alcançar a marca de 25. Superaria, assim, o recorde de 25 conquistas, que pertence à australiana Margaret Court.

Ler mais

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."