Reis Felipe VI e Letizia recebidos por multidão de portuenses

Os reis de Espanha já estão em Portugal. Letizia e Felipe foram ovacionados por centenas de portuenses na Praça da Liberdade. Presidente da República e Rui Moreira, edil portuense, receberam reis do país vizinho

Pouco depois das onze da manhã, os reis de Espanha chegavam ao centro nevrálgico do Porto onde, antes de cumprirem o primeiro compromisso de uma visita de três dias ao nosso país, foram recebidos por centenas de portuenses, ansiosos por ver de perto Felipe VI e Letizia e, claro, de captar algumas imagens com os seus smartphones.

Sem as filhas, Leonor, de 11 anos e Sofia, de nove, que frequentam o ensino básico, os reis do país vizinho iniciaram este périplo por Portugal a norte do país. Depois de serem recebidos pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estiveram presentes numa sessão solene de boas vindas na Câmara Municipal do Porto, com o edil Rui Moreira como anfitrião.

Como já vem sendo hábito, a rainha de Espanha escolheu para as primeiras horas desta visita uma indumentária que já usou no passado: um casaco rosa com flores bordadas, do seu estilista predileto, Felipe Varela, e um vestido liso, em tons de roxo, a mesma roupa eleita para o casamento de Guilherme, grão-duque do Luxemburgo, com Stéphanie de Lannoy, em outubro de 2012.

Esta tarde, os reis visitam a exposição dos quadros de Juan Miró, na Fundação Serralves. À noite, deslocam-se até Guimarães onde será oferecido por Marcelo Rebelo de Sousa, no Paço dos Duques de Bragança, um jantar em honra de Felipe e Letizia. Amanhã, estarão durante a amanhã no Porto e, à tarde, viajam até Lisboa. O último dia será passado na capital e terminará com uma visita à Fundação Champalimaud.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.