"Disse "não". Sabia que podia ser prejudicada. E prejudicou!"

Raquel Henriques diz ter sido vítima de assédio

O nome de Raquel Henriques é mais um a juntar-se ao rol de figuras públicas portuguesas que alegam ter sido vítimas de assédio sexual. Para a ex-atriz, o "não" que deu como resposta determinou o seu afastamento do meio artístico. "Infelizmente, [a televisão] foi um mundo que me foi esquecendo. Com muita pena minha, mas acontece. Nunca deixei de querer fazer televisão", garantiu à revista "TV Mais" Raquel Henriques, que defende que o episódio de assédio sexual de que diz ter sido vítima influenciou a sua ausência do pequeno ecrã.

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Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.