"Rainha do Snapchat" morreu por causa de erro do quiroprático

Katie May tinha 34 anos e milhões de seguidores nas redes sociais

Katie May, celebridade das redes sociais que era conhecida como a "rainha do Snapchat", morreu aos 34 anos no passado mês de fevereiro. A causa da morte, segundo a comunicação social, fora um acidente vascular cerebral, mas muito se escreveu sobre o trágico desaparecimento de Katie, que tinha sido modelo da Playboy e tinha cerca de dois milhões de seguidores no Instagram. Sobretudo porque a própria admitira, horas antes de ser internada, que tinha sofrido uma queda durante uma sessão fotográfica em Los Angeles e continuava com muitas dores no pescoço, mesmo depois de uma visita ao consultório do quiroprático.

Segundo o site TMZ, esta visita terá sido, afinal, a responsável pela morte da norte-americana, já que o quiroprático, ao massajar-lhe o pescoço, provocou-lhe a rutura de uma artéria que cortou o fornecimento de sangue ao cérebro, determinando o desfecho fatal.

As conclusões estão no relatório do médico legista, que ainda assim considerou que se tratou de uma morte "acidental". Até ao momento, a família de Katie ainda não revelou se pretende agir legalmente contra o quiroprático.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?