Miley Cyrus revela como descobriu que é pansexual

Cantora de 23 anos diz que teve a primeira relação amorosa com uma rapariga e que não se sente "nem heterossexual nem gay"

Em entrevista à revista Variety, Miley Cyrus falou de forma franca sobre o processo de descoberta da sua sexualidade. A cantora e atriz de 23 anos, que namora com o ator australiano Liam Hemsworth, relata que, desde criança, sempre teve dúvidas em relação à sua orientação sexual. "Nunca percebi muito bem qual o meu género e qual a minha sexualidade", começa por relatar a ex-estrela da Disney.

"Sempre detestei a palavra "bissexual" porque isso implica colocar-me numa caixa", explica Miley, acrescentando: "Nem sequer consigo pensar se alguém é um rapaz ou uma rapariga... Os meus olhos começaram a abrir-se para esta realidade quando estava no quinto ou no sexto ano. A primeira relação da minha vida foi com uma rapariga", confessa Miley que, no início deste ano, assumiu publicamente ser pansexual [termo que designa alguém que gosta de todos os géneros sexuais existentes e que não faz essa distinção segundo o binómio homem/mulher].

A cantora recordou que o processo de autodescoberta aconteceu quando visitou um centro LGBTQ [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Queer] em Los Angeles. "Comecei a ouvir as histórias das pessoas. Ouvi a de um ser humano em particular que não se identificava nem com o género masculino nem com o feminino. Olhando para eles, achei-os belos, sexy, duros e, ao mesmo tempo, vulneráveis e femininos mas também masculinos. E senti-me mais próxima dessa pessoa do que alguma vez me tinha sentido de alguém." A cantora afiança que foi esse momento que a ajudou a definir-se: "É por isso que não me sinto heterossexual nem me sinto gay. Porque não sou."

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Anselmo Borges

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Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...