Madonna confirma adoção de gémeas no Malawi

A cantora pediu respeito pela privacidade da família "neste momento de transição".

Madonna confirmou através das redes sociais a adoção de duas irmãs gémeas do Malawi, Stelle e Estere. As meninas têm quatro anos e viviam até agora no orfanato Home of Hope, em Mchinji.

"Posso confirmar que completei o processo de adoção de duas irmãs gémeas do Malawi e que estou muito feliz por elas fazerem agora parte da [minha] família. Estou profundamente agradecida a todos aqueles que ajudaram a tornar isto possível e peço à comunicação social para, por favor, respeitar a nossa privacidade neste momento de transição", escreveu a artista no Instagram, onde partilhou uma imagem sua com as filhas.

Stelle e Estere juntam-se aos outros quatro filhos da intérprete norte-americana, os biológicos Lourdes Maria e Rocco e os também adotados no Malawi David, que vivia na mesma instituição de Stella e Esther, e ainda Mercy James.

Também nas redes sociais, Madonna, que em 2006 fundou a organização Raising Malawi, chamou a atenção para as "650 crianças órfãs que estão no orfanato onde Stelle e Estere viveram desde que que tinham cinco dias de vida".

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.