Juiz impõe fiança civil de 8,1 ME a genro do rei espanhol

Um juiz de instrução fixou hoje uma fiança civil de 8,1 milhões de euros ao genro do rei espanhol, Iñaki Urdangarin, e ao seu sócio, por possíveis responsabilidades pecuniárias que ambos possam ter no processo em que estão envolvidos.

A decisão foi tomada por José Castro, juiz de instrução do caso que investiga o alegado desvio de milhões de euros de fundos públicos através do Instituto Nóos, processo em que, além de Urdangarian, é acusado o seu sócio Diego Torres.

Torres tem vindo a afirmar, perante a justiça, ter documentos que, alega, provam o envolvimento da mulher de Urdangarin, a infanta Elena, filha de Juan Carlos.

Na terça-feira, foi também imputado no caso o assessor e secretário das infantas Elena e Cristina, Carlos García Revenga.

A Casa Real deverá revelar hoje que medidas adotará relativamente a Revenga, especialmente, segundo informou um porta-voz à agência Efe, porque na declaração de imputado do secretário não se clarifica exatamente de que é acusado.

No que toca à decisão de hoje, o juiz de instrução do caso -- que faz parte de um processo mais amplo conhecido como Palma Arena -- dá aos dois arguidos cinco dias para que executem o pagamento.

Trata-se de uma fiança, explica, que pretende cobrir possíveis responsabilidades pecuniárias que possam vir a ser declaradas aos dois sócios.

O valor da fiança vai de encontro ao montante pedido pela procuradoria espanhola e pela acusação popular, exercida, neste caso, pela organização de extrema-direita Sindicato Manos Limpias.

A procuradoria anticorrupção suspeita que Urdangarin e Torres montaram uma rede de empresas para desviar fundos públicos do Instituto Nóos, entidade que, entre 2004 e 2007, recebeu pelo menos 5,8 milhões de euros de várias administrações públicas, nomeadamente do Governo das Baleares e da Generalitat Valenciana.

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