Jay-Z admite que traiu Beyoncé e que está a fazer terapia

Rapper confessa que se fechou sobre si mesmo e, para sobreviver, deixou de ter emoções

Jay-Z admitiu que traiu Beyoncé. O rapper abriu o jogo e adiantou que está a fazer terapia para aprender a lidar com coisas do passado que o faziam fechar-se sobre si mesmo e que o levaram a várias atitudes, entre elas a infidelidade.

"Tens de sobreviver e entras em modo de sobrevivência, e quando o fazes o que é que acontece? Fechas todas as emoções. Até mesmo com mulheres, fechas-te emocionalmente e não te podes ligar", diz Jay-Z numa entrevista à The New York Times.Style Magazine. O rapper conta que não se consegue relacionar devido à forma como se sente em relação a si mesmo. "É profundo. E tudo acontece a partir daí: infidelidade...", confessa.

Jay-Z diz que começou a fazer terapia e que cresceu imenso com essa experiência. "Mas acho que o mais importante que alcancei é que agora está tudo ligado".

Os trabalhos discográficos do músico e de Beyoncé são claros relativamente à crise matrimonial que o casal viveu. "Estávamos sentados no olho do furacão. E foi desconfortável", diz, revelando que conversaram muito e que, no final, ambos têm muito orgulho no trabalho um do outro.

Para o rapper a elevada taxa de divórcio acontece porque as pessoas não conseguem olhar para a dor que provocaram no outro. "O mais duro é ver o sofrimento que causaste na cara de outra pessoa e depois teres de lidar com isso", afirmou, dizendo que a música funcionou como espécie de terapia e que fazê-la em conjunto ajudou a ultrapassar a crise no casamento.

Ler mais

Exclusivos

Opinião

DN+ João

Os floristas da Rua da Alegria, no Porto, receberam uma encomenda de cravos vermelhos para o dia seguinte e não havia cravos vermelhos. Pediram para que lhes enviassem alguns do Montijo, onde havia 20, de maneira a estarem no Porto no dia 18 de julho. Assim foi, chegaram no dia marcado. A pessoa que os encomendou foi buscá-los pela manhã. Ela queria-os todos soltos, para que pudessem, assim livres, passar de mão em mão. Quando foi buscar os cravos, os floristas da Rua da Alegria perguntaram-lhe algo parecido com isto: "Desculpe a pergunta, estes cravos são para o funeral do Dr. João Semedo?" A mulher anuiu. Os floristas da Rua da Alegria não aceitaram um cêntimo pelos cravos, os últimos que encontraram, e que tinham mandado vir no dia anterior do Montijo. Nem pensar. Os cravos eram para o Dr. João Semedo e eles queriam oferecê-los, não havia discussão possível. Os cravos que alguns e algumas de nós levámos na mão eram a prenda dos floristas da Rua da Alegria.

Opinião

DN+ Quem defende o mar português?

Já Pascal notava que através do "divertimento" (divertissement) os indivíduos deixam-se mergulhar no torpor da futilidade agitada, afastando-se da dura meditação sobre a nossa condição finita e mortal. Com os povos acontece o mesmo. Se a história do presente tiver alguém que a queira e possa escrever no futuro, este pobre país - expropriado de alavancas económicas fundamentais e com escassa capacidade de controlar o seu destino coletivo - transformou 2018 numa espécie de ano do "triunfo dos porcos". São incontáveis as criaturas de mérito duvidoso que através do futebol, ou dos casos de polícia envolvendo tribalismo motorizado ou corrupção de alto nível, ocupam a agenda pública, transformando-se nos sátiros da nossa incapacidade de pensar o que é essencial.