Hospital confirma morte de Angélico

A informação foi oficializada às 23h40 desta terça-feira pelo Hospital de Santo António, no Porto. Os órgãos de Angélico Vieira vão ser doados.

O cantor e actor Angélico Vieira morreu na terça-feira em consequência das "graves lesões provocadas pelo acidente de viação de que foi vítima", anunciou fonte hospitalar. A autópsia realiza-se esta quarta-feira no Instituto de Medicina legal do Porto.

Segundo António Barros, assessor do Hospital de Santo António, no Porto, onde Angélico se encontrava internado, "o óbito foi declarado após a confirmação do estado de morte cerebral".

De acordo com a TVI24, os órgãos de Angélico Vieira vão ser doados.

O estado de saúde do cantor e actor, de 28 anos, havia piorado nas últimas horas, na sequência do grave acidente de viação que sofreu no sábado.

Na sequência do acidente ocorrido na autoestrada A1, no sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja, Angélico sofreu um traumatismo crânio-encefálico "muito grave".

O jovem, que foi submetido a uma cirurgia naquela unidade hospitalar depois do acidente, esteve ligado a um sistema de suporte de vida, que acabou por ser desligado na terça-feira, depois de os médicos terem declarado a sua morte cerebral.

Desde o dia do acidente, dezenas de familiares, amigos, fãs e curiosos estiveram no Hospital de Santo António para acompanhar a evolução do estado de saúde de Angélico Vieira, com cartazes e mensagens de apoio ao jovem e as fãs - na sua maioria raparigas - a cantarem as músicas do cantor.

Na terça-feira à noite, após o anúncio do óbito feito aos jornalistas à porta do hospital, ainda se encontravam no local alguns amigos e fãs do actor, mas a grande maioria tinha já desmobilizado. Nas portas fechadas do hospital foram colocados alguns cartazes, fotos e peluches em homenagem a Angélico Vieira.

Em declarações à agência Lusa no dia do acidente, fonte da GNR afirmou que o acidente foi causado pelo rebentamento do pneu esquerdo da frente do automóvel conduzido pelo antigo vocalista dos D'ZRT.

"O carro bateu no separador lateral e o condutor, Angélico, e outros dois ocupantes foram projetados, pelo que, em princípio, não teriam cinto de segurança", afirmou a fonte, acrescentando que a vítima mortal foi atingida por um outro automóvel que seguia atrás.

O único ocupante que não foi projectado era um homem que seguia ao lado do condutor e teve ferimentos ligeiros, referiu o responsável da GNR.

Atrás seguiam outro homem, que foi atropelado mortalmente, e uma mulher, que sofreu ferimentos graves e está internada na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Santo António.

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