Foi por engano. Serena Williams não queria revelar que está grávida

Tenista descobriu que estava grávida dois dias antes do Open da Austrália

Serena Williams disse esta terça-feira que não tinha intenção de revelar ao mundo que estava grávida e que o fez por engano. A tenista contou ainda que apenas descobriu a gravidez dois dias antes do Open da Austrália, prova em que se tornou recordista de triunfos em provas do 'Grand Slam'.

Williams publicou, na quarta-feira passada, uma fotografia com a legenda "20 semanas", no Snapchat. A "selfie" que mostrava Serena com um fato de banho amarelo foi rapidamente apagada, mas foi o suficiente para lançar a dúvida. No dia seguinte, a porta-voz de Serena confirmou a gravidez, revelando que a tenista está grávida de cinco meses.

Esta semana, na conferência TED em Vancouver, Canadá, Serena confessou que apenas queria guardar aquela fotografia no telemóvel, e não partilhá-la nas redes sociais. "Eu tenho atualizado o meu estado e tirado fotografias todas as semanas para ver como estou", disse a tenista de 35 anos, citada pela Reuters. "Eu estava a guardar as imagens [para mim mesma]", continuou.

"Tenho feito tudo bem, mas aquela escapou-me", explicou Serena Williams.

A tenista contou ainda que descobriu que estava grávida dois dias antes do Australia Open, onde conquistou o 23º título do 'Grand Slam'.

Grávida ou não, ninguém sabia e eu tinha de ganhar aquele torneio

"Não foi fácil. Ouvimos muitas histórias sobre pessoas que quando estão grávidas ficam doentes, cansadas, stressadas. Eu tive de pegar em toda aquela energia, meter num saco de papel, por assim dizer, e atirar para o lixo", disse Serena.

"Grávida ou não, ninguém sabia e eu tinha de ganhar aquele torneio", continuou. "Sempre que jogo, esperam que ganhe. Se não ganhar a notícia é muito maior".

Serena não voltará a jogar este ano e voltará aos courts em 2018, após ser mãe. "Eu com certeza vou voltar", disse. "A maternidade é só uma nova parte da minha vida. O meu bebé vai estar nas bancadas a torcer por mim".

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.