Enfermeira vítima de brincadeira telefónica enforcou-se

A enfermeira de um hospital londrino que morreu após ter sido vítima de uma brincadeira telefónica de dois radialistas australianos enforcou-se, revelam os resultados da autópsia divulgados hoje.

Os resultados da autópsia ao corpo de Jacintha Saldanha, 46 anos, confirmam a tese de suicidio por enforcamento já avançada pelos "media" britânicos.

Jacintha Saldanha foi encontrada enforcada no alojamento das enfermeiras próximo do hospital King Edward VII, no centro de Londres, na sexta-feira.

A autópsia decorreu na terça-feira no Instituto de Medicina Legal de Westminster, no centro de Londres, e os resultados foram divulgados hoje

Dois animadores da rádio australiana 2Day FM contactaram na semana passada o hospital londrino King Edward VII, onde se encontrava hospitalizada Kate Middleton, mulher do príncipe Guilherme, devido a fortes enjoos provocados pela gravidez, fazendo-se passar pela rainha Isabel II e pelo príncipe Carlos.

Apanhada pelo telefonema enganador, Jacintha Saldanha passou a chamada a uma colega que estava com Kate e esta forneceu aos radialistas australianos informações sobre o estado de saúde da duquesa de Cambridge.

Jacintha Saldanha foi encontrada morta na sexta-feira, no alojamento onde vivia.

A imprensa britânica avançou de imediato a hipótese de suicídio e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, assumiu também tratar-se de um suicídio, qualificando o sucedido de "tragédia absoluta".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.