Emma Watson responde: "Disseram que não posso ser feminista e ter mamas"

Atriz respondeu às pessoas que a acusam de ser hipócrita por ter posado para a Vanity Fair

Emma Watson respondeu às críticas e acusações de hipocrisia de que tem sido alvo desde que posou para a revista Vanity Fair. A atriz foi acusada de trair os ideais do feminismo e afirmou este fim de semana que "o feminismo não é um pau que se usa para bater em outras mulheres".

"Revela sempre quantos equívocos e quantos mal-entendidos existem sobre o que é o feminismo", disse Emma numa entrevista à BBC, admitindo ainda que ficou "confusa" e "espantada" por toda a situação.

"Feminismo é sobre dar às mulheres a opção de escolherem. Feminismo não é um pau que se usa para bater em outras mulheres. É sobre liberdade, libertação, igualdade", explicou Emma Watson, de 26 anos. "Não percebo o que as minhas mamas têm a ver com isso".

Durante a entrevista em que fazia promoção do filme A Bela e o Monstro, que estreia este mês em Portugal, a protagonista resumiu ainda ao colega Dan Stevens o que se passava. "Estavam a dizer que não posso ser feminista e ter mamas".

A imagem de Emma Watson na Vanity Fair com um traje que mostrava parte do peito tem sido muito criticada nos últimos dias. Nas redes sociais vários utilizadores chamaram Watson, que também é embaixadora da boa vontade das Nações Unidas, de hipócrita por criticar quem objetifica e sexualiza as mulheres e depois fazer o mesmo.

"Feminismo, feminismo... desigualdade salarial entre homens e mulheres... porque não sou levada a sério... feminismo...oh, e aqui estão as minhas mamas!", publicou no Twitter a apresentadora de rádio Julia Hartley-Brewer. Esta publicação recebeu milhares de gostos e intensificou o debate nas redes sociais.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)