Depardieu terá morada na Rua da Democracia

O ator francês Gérard Depardieu, que recentemente adquiriu a nacionalidade russa, vai viver na "Rua da Democracia" em Saransk, na região da Mordóvia, a 650 quilómetros de Moscovo.

"Como impõe a lei, Gérard Depardieu registou-se numa morada na Rússia", declarou uma fonte autoridades da Mordóvia à agência Ria Novosti, citada pela AFP. O ator vai viver na Rua da Democracia.

A mesma fonte avançou ainda que o ator ficará registado na morada de membros da família do seu amigo de longa data Nikolai Brorodatchev, diretor do Fundo de Arquivos Cinematográficos russos, originário desta região. "Depardieu não é dono do apartamento, está apenas registado, os proprietários estão de acordo".

O francês, de 64 anos, ofereceu-se em janeiro a Vladmir Putin depois do primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, ter criticado a decisão de Depardieu de pedir a nacionalidade belga, na sequência de um brutal aumento de impostos em França.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?