Cara Delevingne diz que Weinstein tentou forçá-la a fazer sexo a três 

Atriz diz que produtor se aproveitou do facto de ser bissexual

A atriz Cara Delevingne revelou numa publicação no Instagram que também foi assediada pelo produtor Harvey Weinstein, durante a audição para um filme. A atriz é última a juntar-se à lista de mulheres que acusam o produtor de Hollywood de assédio ou violação. Esta lista conta com nomes como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Asia Argento e Lucia Evans.

Na publicação, Cara explica que se sentiu culpada pelo que aconteceu, e por isso não denunciou o assédio antes. "Senti-me culpada, como se tivesse feito algo errado", contou a atriz. "E também fiquei aterrorizada que esse tipo de coisa ter acontecido com tantas mulheres que eu conheço e nenhuma delas ter falado sobre isso por terem medo".

Senti-me muito impotente e assustada

Tudo começou quando Cara, que é bissexual, recebeu uma chamada "estranha e desconfortável" de Harvey Weinstein. "Estava a trabalhar num filme e recebi uma chamada de Harvey Weinstein a perguntar se tinha dormido com alguma das mulheres com quem fui vista nos media", contou. "Foi uma chamada muito estranha e desconfortável... Não respondi a nenhuma das perguntas e tentei livrar-me daquilo".

"Ele disse que se eu fosse gay ou decidisse estar com uma mulher em público, jamais conseguiria o papel de uma mulher hétero ou conseguir ser atriz em Hollywood", continuou.

"Um ou dois anos depois", Cara foi a uma audição para um filme. A atriz e Harvey Weinstein estavam no lobby de um hotel e ele convidou-a para irem para um quarto.

"Senti-me muito impotente e assustada, mas não queria demonstrar isso porque podia estar errada", diz a jovem.

Ele pediu para eu e ela nos beijarmos

"Eu recusei logo e perguntei à sua assistente se meu carro estava do lado de fora. Ela disse que não e que ia demorar, e que eu deveria ir para o quarto dele. Quando cheguei [ao quarto], fiquei aliviada por encontrar outra mulher e pensei imediatamente que estava segura".

Contudo, Weinstein tentou fazer sexo a três com Cara e a outra mulher. "Ele pediu para eu e ela nos beijarmos e ela começou a avançar na direção dele".

"Eu levantei-me rapidamente e perguntei se ele sabia que eu cantava. E comecei a cantar... Achei que aquilo melhoraria a situação... Mais profissional... Como um teste... Estava muito nervosa", contou a atriz.

"Depois de cantar, eu disse mais uma vez que precisava de ir embora. Ele acompanhou-me até à porta, parou à minha frente e tentou beijar-me na boca. Eu parei-o e consegui sair do quarto".

Depois de tudo, Cara sentiu-se culpada por ter ficado com o papel no filme. "Também fiquei aterrorizada por este tipo de coisas ter acontecido com tantas mulheres que eu conheço e nenhuma delas ter falado sobre isso por terem medo", escreveu a atriz.

"Quero que as mulheres saibam que ser assediada, abusada ou violada nunca é culpa delas, e não falar sobre isso irá causar sempre um dano maior do que se contar a verdade", escreveu Cara noutra publicação.

Harvey Weinstein é uma das figuras mais importantes do cinema de Hollywood, estando ligado às produtoras Miramax e Weinstein Company, responsáveis por filmes como Sexo, Mentiras e Vídeo, O Paciente Inglês, Pulp Fiction ou Shakespeare in Love. Weinstein foi afastado da companhia que fundou, na sequência deste escândalo.

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