Bradley Cooper recorda morte do pai

Ator falou sobre a perda do pai, que morreu com cancro, no lançamento de unidade de investigação sobre a doença

Bradley Cooper deu um emocionado discurso sobre a morte do pai, na cerimónia de lançamento do Instituto de Parker para a Imunoterapia do Cancro, criado pela fundação do empresário norte-americano Sean Parker. O ator partilhou com o público a dor do processo de luto e deixou uma mensagem de esperança para a fundação, que investiu mais de 250 milhões de euros no novo instituto.

"Só vos quero falar do meu pai, Charles J. Cooper, que morreu com cancro do pulmão em 2011. Eu estava numa situação muito afortunada porque foi-me possível colocar todos os outros aspetos da minha vida em pausa e focar-me completamente nele e em cuidar dele", começou por explicar Bradley Cooper.

À plateia, onde estavam John Legend, Sean Penn, Katy Perry e Orlando Bloom, o ator descreveu o processo de cuidados paliativos como "simplesmente esmagador, incrivelmente stressante, complexo e desgastante", contou a publicação People.

Cooper anunciou ainda que vai lançar, juntamente com Parker, uma nova incitativa para ajudar as pessoas que não conseguem suportar os elevados custos dos tratamentos: "O meu objetivo é que um dia qualquer pessoa com cancro possa contar com um apoio total para combater a doença, mantendo a qualidade de vida, desde o dia do diagnóstico até ao fim do tratamento, independentemente das posses económicas."

Bradley Cooper, namorado de Irina Shayk desde o início do ano, está atualmente em gravações para a sequela do filme da Marvel "Guardiões da Galáxia", onde dá a voz à personagem animada Rocket Racoon; o filme deverá chegar em maio do próximo ano às salas de cinema portuguesas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.