Lady Gaga aceita ser entrevistada por jornalista que a criticou

Depois de uma acesa troca de argumentos, Gaga aceitou ser entrevista por Piers Morgan, que duvidou quando a cantora revelou ter sido violada

Luís Alves Vicente
Lady Gaga tem tido um papel ativo na defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQ | foto Reuters
Piers Morgan, da CNN

Lady Gaga aceitou ser entrevistada por Piers Morgan, jornalista da CNN que a criticou, duvidando que tivesse sido violada quando era mais nova. Morgan disse mesmo que tudo se tratava de um "disparate presunçoso" e uma forma de autopromoção.

Por mais inverosímil que possa parecer, a entrevista foi acordada no Twitter, depois de uma acesa troca de argumento entre as duas figuras públicas. Tudo começou com os comentários de Morgan, no dia 10 de dezembro, que após as declarações de Gaga pediu uma "investigação criminal oficial".

Três dias depois, Gaga respondeu ao tweet mostrando-se disponível para "educar" o jornalista sobre as razões que levam as mulheres a remeterem-se ao silêncio. No mesmo dia, as duas partes trocaram pontos de vista, que puderam ser acompanhados por toda a comunidade da rede social. A conversa terminou com Morgan a propor uma entrevista que seria "transmitida para todo o mundo". Gaga aceitou o convite do jornalista britânico, alertando-o para que parasse com os comentários depreciativos.

O assunto está agora com os assessores de Gaga e Morgan, que depois das burocracias inerentes ao processo, deverão divulgar a data da entrevista.