Antigo guarda-costas acusa Elton John de assédio sexual

Advogados do músico negam acusações. Guarda-costas trabalhou para Elton John entre 2002 e 2014

DN/Reuters
© João Girão/Arquivo Global Imagens

Um antigo guarda-costas de Elton John processo o músico, acusando-o de assédio sexual e agressão no sul da Califórnia, de acordo com documentos do tribunal. Os toques indesejados ocorreram em diversas ocasiões durante vários anos, desde que Jeffrey Wenninger começou a trabalhar como guarda-costas em 2002. Foram aumentando em frequência e intensidade depois de 2010, segundo se lê no processo, citado pela Reuters. Os advogados do músico de 69 anos, que é casado com o produtor David Furnish, consideram que a acusação não tem fundamento.

Orin Snyder, um dos advogados de Elton John, afirmou que o processo "foi criado por um antigo segurança descontente e que procura conseguir um pagamento que não merece". "Estas alegações não são verdade e contradizem inúmeras declarações feitas por este queixoso", salientou.

De acordo com o processo entregue na segunda-feira num tribunal de Los Angeles, Wenninger trabalhou como guarda-costas de Elton John até setembro de 2014. Em três ocasiões, em 2014, enquanto o guarda-costas conduzia o carro do músico entre as casas deste em Los Angeles, Elton John terá alegadamente agarrado as calças de Wenninger, tentou agarrar-lhe nos genitais e meteu-lhe a mão na camisa do guarda-costas para mexer nos mamilos. O cantor britânico é ainda acusado de fazer comentários como "diz olá ao tio John", segundo o processo. Wenninger terá tentado resistir física e verbalmente a Elton John, mas o músico terá continuado com o mesmo comportamento.

O processo tem como objetivo compensações não especificadas por danos físicos, mentais e emocionais e também por perda de ordenados.