Estrelas de Hollywood ameaçam boicotar lei "anti-gay"

Empresas e celebridades uniram-se em protesto contra lei que estado da Geórgia se prepara para aprovar

Gigantes como a Disney, Marvel e AMC fizeram um primeiro ultimato: se o governador Nathan Deal, do estado da Geórgia, não vetar um projeto de lei que oferece proteção a organizações e empresas que se recusem a servir pessoas da comunidade LGBT, então serão forçados a parar de trabalhar. Entretanto, cerca de 40 estrelas de Hollywood juntaram-se à ameaça de boicote.

A Disney garantiu firmemente que abandonará o estado. Os estúdios da Marvel mencionaram a suspensão das filmagens da animação Guardiões da Galáxia 2. E o canal AMC fala em levar as filmagens da série de sucesso The Walking Dead para outro ponto do pais.

Posteriormente, figuras como Anne Hathaway, Julianne Moore, Lee Daniels, Ryan Murphy ou Seth MacFarlane assinaram uma carta aberta que pede a Nathan Deal para "vetar o decreto H.B. 757 e enviar uma forte mensagem de que a Geórgia não tolera a discriminação de cidadãos, empregados ou visitantes do estado".

Atualmente, existem 38 projetos a serem filmados na Geórgia, incluindo o filme inspirado na clássica série Marés Vivas. No último ano fiscal, frisam ainda as 38 figuras da TV e do cinema que assinaram a carta, "pelo menos 248 filmes e produções televisivas foram filmados na Geórgia, gerando uma receita de pelo menos 1,7 mil milhões de dólares [cerca de 1,5 mil milhões de euros] para o estado".

Se a produção televisiva e cinematográfica parasse, agora, as consequências económicas seriam "desastrosas", preveem especialistas ouvidos pela imprensa norte-americana. Por esse motivo, é de esperar que o responsável da Geórgia não promulgue a lei. "Se eu tivesse que apostar, apostaria que o governador vai vetar isto", admite o professor de economia Tibor Besedes, ao site The Wrap.

A ser aprovado, este decreto, descrito por muitos como "anti-gay", permitiria, por exemplo, que uma pastelaria se recusasse a fazer um bolo de casamento para um casal gay, ou que oficiais religiosos recusassem conduzir cerimónias como essa. O governador da Geórgia tem até ao dia 3 de maio para tomar a sua decisão.

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