Deslocação de Beyoncé e Jay-Z a Cuba é legal

A deslocação da cantora norte-americana e do marido Jay-Z a Cuba tratou-se de uma visita cultural que não violou o embargo económico imposto pelos Estados Unidos à ilha, garantiu o Tesouro norte-americano na terça-feira.

O secretário-adjunto do Tesouro norte-americano para os Assuntos Legislativos, Alastair Fitzpayne, disse, numa carta de resposta aos deputados republicanos que questionaram a legalidade da viagem do casal, que a mesma não violou qualquer lei.

"É nosso entendimento que os viajantes em questão deslocaram-se a Cuba para um intercâmbio cultural organizado por um grupo autorizado pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla inglesa) para patrocinar e organizar programas de intercâmbio em Cuba", refere Fitzpayne na carta a que a agência AFP teve acesso.

Na semana passada, os republicanos Ileana Ros-Lehtinen e Mario Diaz-Balart, do Estado da Florida, enviaram uma carta ao diretor do OFAC, Adam Szubin, também funcionário do Tesouro norte-americano, solicitando informação sobre o tipo de autorização que Beyoncé e Jay-Z tinham obtido antes de se deslocarem a Cuba.

"Como sabem, a lei norte-americana proíbe a autorização de transações financeiras para 'atividades turísticas' em Cuba", escreveu a dupla.

Fotografias de Beyoncé e do seu marido a passearem por Havana cercados de centenas de fãs cubanos geraram controvérsia nos Estados Unidos.

Sob o embargo imposto a Cuba em 1962, os cidadãos norte-americanos não podem deslocar-se à ilha e gastar aí dinheiro sem permissão do Governo dos Estados Unidos.

Fitzpayne disse que a OFAC "cumpre estritamente o requisito de que nenhuma autorização é dada a viagens a Cuba para atividades turísticas, como a lei define".

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