'Call Center' de Filipe Faísca entre o preto e o branco

O segundo dia da Moda Lisboa mostrou que a versatilidade de estilos podem partilhar uma mesma 'passerelle'.

O desigenr francês radicado em Lisboa Christophe Sauvat apresentou uma coleção que remete para a leveza e a frescura própria das estações quentes. Diversidade de cores, mistura de padrões num estilo que tem como base inspiradora a 'hippie chic'.

'Chaser' de Ricardo Andrez, para homem e mulher, foi enriquecida pela presença de ilustrações de Laro Lagosta, pelas aposta nas transparências e na colagem de pormenores com brilho. "Decidi explorar novos caminhos criativos de estampagem e nas transparências, que não se costuma inserir muito no meu género de trabalho. Fiquei surpreendido com o resultado", confessa Ricardo Andrez ao DN.

'Call Center' de Filipe Faísca foi a sensação do dia, quer pela coleção leve, sofisticadamente despretensiosa e pelo facto de contar com a presença inédita de uma peça da artista plástica Joana Vasconcelos, chamada também 'Call center' e que tinha o formato de uma pistola Beretta dos anos 70 feita de telefones pretos. As modelos criaram momentos de interação com a peça, tendo alguns dos convidados e jornalistas uns auscultadores topo de gama da Samsung nos ouvidos durante o desfile, para poderem ouvir o som dos telefones.

O designer de sapatos francês Christian Louboutin voltou a marcar presença no desfile de Faísca com sapatos de salto alto e de cores fortes. A coleção 'Un/Formal' teve como base construtiva o blazer que surgiu desconstruido em diversas peças quebrando a rigidez natural da peça original.

Carlos Gil estreou-se na Moda lisboa com a coleção 'Match Point' em branco e preto onde os pontos e as linhas dão vida a figuras geométricas com bolas e riscas. A terminar Miguel Vieira apresentou somente a coleção de homem, estando reservado para o amanhã o desfile da coleção de mulher. 'Semi-formal' dá protagonismo ao fato que através dos tecidos, estampagens e cores podem ganhar uma nova vida.